“Não convém” aos evangélicos participarem do Carnaval, defende Silas Malafaia

“Não convém” aos evangélicos participarem do Carnaval

Pastor relembra história da festa e alerta cristãos

Ao invés de seus já tradicionais vídeos, o pastor Silas Malafaia resolveu abordar a questão dos evangélicos participarem do Carnaval, em um texto em sua página.

Conforme o líder do Ministério Vitória em Cristo, cuja sede fica no Rio de Janeiro, a origem do Carnaval está relacionada com festas agrárias da antiguidade. Mas lembra que ela sempre teve um aspecto espiritual: “Alguns atribuem seu surgimento aos cultos de agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela colheita, realizados na Grécia durante o século 7 a.C. A festividade incluía orgias sexuais e bebidas, e os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais”.

Traçando uma breve história do Carnaval, o pastor lembrou que as festividades “estão ligadas às festas pagãs romanas, marcadas pela licenciosidade sexual, bebedeira, glutonaria, orgias coletivas e muita música”.

Contudo, lembra, essas festas pagãs foram cristianizadas pela Igreja Católica Apostólica Romana em 590 d.C. quando surgiu o “carnaval cristão” no calendário eclesiástico determinado pelo Papa Gregório I.

Foi nesse momento que ficou instituída essa festividade no período da Quaresma, os 40 dias que antecedem a Páscoa. A ideia era que as pessoas se entregassem “à austeridade e ao jejum, para lembrar os 40 dias que Jesus passou no deserto, consagrando-se”.

Infelizmente, esse longo período de privações e abstinência fez com que fosse antecedido por um período de extravagâncias como “compensação”. Malafaia explica que “Às vésperas da Quaresma, os cristãos fartavam-se de assados e frituras entre o domingo e a ‘terça-feira gorda’. O que deveria ser apenas uma festa religiosa acabou assimilando os antigos costumes de libertinagem e bebedeiras. Esses dias de vale-tudo que antecedem a Quaresma, em que as pessoas ficam 40 dias sem comer carne, passaram a ser chamados de adeus à carne, que em italiano é carne vale, ou carnevale, resultando na palavra carnaval”.

Para o pastor, é preciso uma reflexão sobre o assunto. Ele aconselha que os evangélicos não participem do Carnaval. “Continuem de fora; e, aos que participam ou pretendem participar, meu conselho é 1 João 2.16… Sendo assim, não convém ao cristão, mesmo a título de curiosidades, participar dessa festividade”, encerrou.